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O Reino do Eu

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O homem, pelo seu pecado, caiu de uma vida em Deus para uma vida do "eu", e uma vida carnal de amor-próprio, auto-estima e egoísmo, na pobre e deteriorada alegria do mundo.

 

Todo o pecado, toda a morte e todo o inferno não é nada mais do que este reino do "eu", ou das várias operações do amor-próprio, da auto-estima e do egoísmo.

No dia do Pentecostes, uma nova dispensação de Deus apareceu. De Deus, veio a operação do Espírito Santo nos dons e na graça sobre toda a Igreja. Da parte do homem foi a adoração a Deus em Espírito e em verdade. Tudo isto foi para abrir o caminho para a operação imediata e contínua de Deus na alma.

Esse homem, batizado com o Espírito Santo, deveria renunciar ao "eu" absolutamente, e abandonar todo sentimento da sua alma, no uso das faculdades da sua mente e de todas as coisas exteriores do mundo, à medida que for sendo iluminado e inspirado pelo Espírito Santo.

O reino do "eu", a queda do homem, é a grande apostasia da vida de Deus na alma. O reino de Cristo é o Espírito e o Poder de Deus se manifestando no nascimento de um novo homem interior. Quando o chamado de Deus para o arrependimento surge pela primeira vez na alma, retire-se, fique silente, passivo e humildemente atento à nova vida ressurreta dentro de si, desprezando as obras da sua própria vontade e razão.

Consequentemente deve ser visto o verdadeiro solo e necessidade de uma universal mortificação e auto-negação com respeito aos nossos sentidos, apetites, temperamentos, paixões e julgamentos. Nossa própria vida deve ser odiada; e a razão é evidente: porque não há nada amável nela. Por este conhecimento e reconhecimento de nossa própria nulidade e invalidade, de que não possuímos nenhuma outra capacidade para o bem, mas apenas a de recebê-lo de Deus, negando o "eu" e tendo o seu reino destruído em nós.

Agora você sabe para que é que você tem que morrer e viver diariamente, é olhar para cada dia como perda, que não ajuda a desenvolver nem a morte nem a vida em você. Lançando-se com um coração quebrantado aos pés da Misericórdia Divina, não deseje coisa alguma senão que cada momento de sua vida possa ser dado a Deus, e ore do fundo do seu coração para que a semente da eternidade, a centelha da vida que tem sido sufocada sob os detritos terrenos, possa respirar e viver em você.

Traduzido da revista

"The Overcomer", 1959
 
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