
O sol da Califórnia bate forte sobre as imensas planícies desérticas. O calor é intenso, mas o pastor Fred Z não se importa. Vestindo seu traje habitual – calça jeans, camiseta escura e jaqueta de couro preto -, ele monta em sua moto Harley Davidson, dá a partida no barulhento motor de dois cilindros em V e parte para sua missão: “levar o evangelho para os renegados desse mundo”.
Fred Zariczny, de 56 anos, é o líder e fundador da Bikers for Christ (BFC, “motociclistas por Cristo”), grupo com cerca de 4.000 membros que há 20 anos percorre 49 Estados americanos e 16 países no mundo promovendo cultos e eventos de caridade. Fundado em 1990, na Califórnia, o BFC agrega pessoas de diversas igrejas, por isso é chamado de “ministério multidenominacional” por seus membros.
Pouca coisa no BFC lembra uma igreja tradicional. Barbudos, tatuados e com cara de malvados, os pastores e membros do grupo chamam muita atenção por onde passam, tanto pelo visual quanto pelo barulho que suas motocicletas fazem. Fred Z conta que, nos primeiros anos de ministério, isso chegou a ser um obstáculo.







Ele já perdeu a conta que quantos já se converteram a Cristo desde passou a ministrar País afora junto às multidões. “São milhares e milhares, e acredito que já está passando da casa do milhão”, diz, ele, convicto. Com mais de 400 mil álbuns prensados e quase 200 mil DVD´s vendidos (referindo-se apenas a seu mais recente trabalho, Eu te amo tanto) e uma agenda apertadíssima dado os inúmeros convites que recebe para estar ministrando em igrejas, conferências, congressos, encontros, sem mencionar eventos não necessariamente cristãos promovidos por prefeituras e empresas em que se reserva um espaço aos evangélicos, Lázaro - ou Irmão Lázaro, como queira - tem sido mesmo um fenômeno no cenário gospel/cristão e até mesmo num meio em que, por muito tempo, estivera circulando e que conhece tão bem: o da música secular. Difícil dizer se tudo isso é em razão de outrora ter sido integrante de uma banda que sempre fora um estrondo de sucesso (que perdura ainda hoje) ou mesmo pela própria forma como se convertera – do anonimato a fama, e de novo no anonimato em razão do ostracismo e das drogas, de onde imergira agora converso e convicto. De repente, as duas coisas se somam e justifica o momento em que ele está vivendo hoje.
Depois de “incontáveis” ensaios em revistas masculinas e três filmes pornôs, Regininha Poltergeist mudou de vida. Há dois meses, a atriz se converteu à igreja evangélica Bola de Neve. Em entrevista à coluna, ela fala sobre sua nova postura, diz que não se arrepende dos trabalhos mais picantes que fez na carreira e revela que não descarta a possibilidade de virar cantora gospel e pastora!